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Like she don’t care: Blondie em Glasgow

Estava eu em Liverpool procurando shows no jornal e descobri que o Blondie (ou seria “a” Blondie) havia acabado de tocar lá na noite anterior a minha chegada. Corri para a Internet pra ver por onde a tour seguiria e para minha surpresa o próximo show seria em Glasgow, na Escócia. Sempre achei que devia ter algo mais além de monstros simpáticos naquela água dos lagos escoceses, pois diversas bandas que eu curto bastante beberam dela (ou seja, nasceram lá), como: Jesus & Mary Chain, Primal Scream, Mogwai e, mais recentemente, The Fratellis, Franz Ferdinand e Glasvegas. Agora, o show da (ou “do”) Blondie era a chance de ver ao vivo mais uma banda que tocou no lendário CBGB (além do Iggy que eu já tinha visto), conferir ao vivo a performance estonteante da Debbie Harry do (salto) alto dos seus 63 anos (shhh… não contem pra ninguém) e ainda ter uma desculpa para incluir Glasgow no roteiro da Rocktrip. \o/


Os jovens Iggy e Debbie na foto do Bob Gruen.

Mais tarde descobri que ver a (”o”) Blondie em Glasgow já estava escrito no destino. Sei que vocês não vão acreditar, mas vou contar mesmo assim. Entramos no site da Carling Academy, onde aconteceria o show, e somente restavam ingressos para platéia sentada. Compramos os assentos, confirmou-se a transação, e quando a página recarregou… SOLD OUT! O show estava lotado! Isto quer dizer que compramos os últimos ingressos disponíveis, no último momento possível. E não para por aí a “sorte”. A viagem seguiu por Manchester e nem me preocupei com as passagens para Glasgow, pois havia consultado os horários na Internet e vi que ainda haviam vários assentos no ônibus que deveríamos pegar para chegar a tempo para o show. A viagem de Manchester para Glasgow levaria 4 horas e meia, e o show estava marcado para as 19:30. Tranquilo, pensei, sair as 11:30. Mesmo que não desse tempo, haveria outro onibus uma hora depois. Só que a minha auto-confiança quase custou caro mais uma vez.

Chegamos na Manchester Coach Station direto do Haçienda meia hora antes da partida, somente para ver um segundo “SOLD OUT“, desta vez para o ônibus. E sem as passagens na mão… Tentei comprar para o próximo ônibus, e só então descobri que a viagem era mais longa (levaria 6 horas) e chegaria “em cima” do show. Nesse meio tempo o ônibus das 11:30 já estava com o motor ligado, e a esperança de ver a loira lá na Escócia estava indo embora junto com ele. A saída foi apelar para o jeitinho brasileiro, ou seja, fazer um teatro para o motorista, explicar da trip, do show, etc. Ele pediu para esperarmos num banco. Já havia perdido a esperança, vendo ele fazer chamadas no rádio, rabiscar um papel, e andar para lá e para cá, quando ele veio sorridente e falou “já entendi, voces queriam é viajar comigo né?!”. Pela simpatia e compreensão, o motorista com certeza não era de Manchester. Não sei como ele fez, mas arranjou os últimos assentos no ônibus, que ainda pararia para pegar mais gente pelo caminho.

Chegamos bem adiantados em Glasgow para ver o show da turnê “Parallel Lines”, que não é uma referência a antigos e conhecidos hábitos da cantora, mas uma comemoração de 30 anos do clássico disco homônimo (acima), que trouxe o (”a”) Blondie do underground para o mainstream em 1978. A fila estava gigante, dobrando a esquina do antigo teatro com capacidade para 2500 pessoas. Descobrimos que o assento na platéia não era nada mal, dava pra ver o show bem de perto e de frente. A banda sueca Kamera abriu pra eles e conseguiu manter a platéia completamente… parada (mas confiram o som dos caras mesmo assim).

Bastou a Debbie surgir no palco de óculos branco, salto stilleto e um figurino com linhas brancas que lembravam… (novamente, sem referências narcóticas) a clássica capa do disco e o fundo do palco, que a galera veio a loucura. A banda é muito boa ao vivo, e a mulher não pára um minuto: dança, pula, provoca, e ainda consegue colocar a perna por cima das costas. Sem falar que ela está cantando melhor do que nunca seu repertório que mistura hits como Hanging On The Telephone, One Way Or Another, Heart Of Glass, 11:59, Sunday Girl e Maria, com músicas novas e material da sua carreira solo. Eu já estava impressionado, pensando como a Debbie está incrível pros seus 50 e poucos anos, até que o roadie nos contou no final que ela já comemorou 63 primaveras… (shhh…)

No meio do show a ”tia” (que se acha menina) tentou tirar os sapatos com os pés e caiu sentada, quase rolando pelo chão. Levantou-se, nariz empinado, amaldiçoou o microfone e literalmente “desceu do salto”, jogando o par de sapatos na platéia. De longe, a Debbie continua a mesma “blondie” dos anos 70: elétrica, magnética, com seu look e atitude peculiares, e que movimentou o movimento (putz…) punk com misturas de disco, reggae, hip-hop e new wave. Já de perto, como conseguimos trocar uma idéia com ela no final do show…

 

…pude pelo menos sacar que ela continua com a mesma atitude, like she don’t care, de nariz empinado e tentando evitar a proximidade de loiras mais bonitas que ela.
 

Ponto alto do diálogo com a Debbie Harry em Glasgow:

P: “Debbie, viemos do Brasil pra te ver.”
R: “Legal…”
P: “Você tem muitos fãs lá no Brasil.”
R: “Eu sei…”
P: “Você deveria tocar lá…”
R: “Aham. Bem que eu queria.”

Não deu pra filmar o tombo da véia loira, mas confiram um pedacinho do show:

Fotos: divulgação, Pagh e Bob Gruen.

BONUS:

Alguém já viu uma Highland Cow? Esse bichinho que habita os pastos da Escócia certamente deve ter inspirado algumas cabeças por aí…


 

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Liverpool: Dreaming of The Past

UPDATE:

Volto a falar sobre a missão que me proporcionou uma das experiências mais emocionantes em Liverpool. O João Ricardo Campos Gonçalves sugeriu que eu fizesse uma homenagem ao John Lennon depositando flores em frente a estátua de bronze encostada na parede, no lado oposto da entrada do Cavern Club. Parabéns ao João, que fatura um Converse All Star por proporcionar-me estas belas memórias que relato aqui.

Saí com minha peruca “mop-top” perguntando onde podia comprar (ou apanhar…) flores em Liverpool, e os caras da lojinha do Hard Day’s Night Hotel, que fica just around the corner na Mathew, me indicaram o caminho. Voltei com uma linda flor branca (esqueci o nome… sorry baby) e um bloquinho verde de espuma, desses que se usam em arranjos de “Ikebana”. A missão sugeria colocar a flor dentro do Converse, mas preferi ficar com o meu no pé, pra compor o figurino, e de quebra fiz uma homenagem a Yoko (got it?).

No bilhete deixei escrito “all you need” seguido de um coração e a URL deste blog. Quando estava parado tirando fotos ao lado do boneco, percebi a aproximação vagarosa e acanhada de uma cadeira de rodas eletrônica, pilotada por um senhor com um semblante visivelmente comovido. No término da “sessão”, eu o ouvi balbuciar algumas palavras e me aproximei para conversar. Logo de cara ele disparou: “você sabia que ele costumava ficar bem aí mesmo, encostado nessa parede?”. Um calafrio me subiu a espinha, vi que estava tendo a oportunidade de falar com alguém que realmente tinha vivido a Mathew Street antes de ela ser a “rua dos Beatles”.

Fiz a pergunta mais óbvia possível. Ele respondeu com toda a doçura Liverpudliana “claro, na minha juventude, os vi tocar aqui uma porção de vezes. Na verdade eu já os conhecia antes, da outra banda chamada The Quarrymen, quando eles tocavam ali (apontando com o queixo), no The Casbah”. Ou seja, ele assistiu a primeira encarnação dos Beatles, com John, Paul, George, e três outros caras que devem ter passado os últimos 40 e tantos anos batendo a testa na parede.

“Está vendo aquele tijolo ali?”, me perguntou o senhor mostrando a parede cravejada de baixo-relevos com nomes de todas as bandas que já passaram pelo Cavern. “The Merseysippi Jazz Band”, prosseguiu “me lembro quando o Cavern abriu, esta foi a primeira banda a tocar. O Cavern era para ser só mais um clube de Jazz, mas acabou transformando-se em outra coisa”. Na hora me dei conta, mais uma vez, da importancia do que tinha acontecido ali. Se o Cavern tivesse sido só mais um clube de jazz, a história da música e do rock talvez não seria a que conhecemos. Talvez eu não estaria escrevendo esse blog…

Sempre ouvi dizer que idosos sobrevivem graças as memórias. Prova disso é que a idade não impediu meu novo amigo Liverpudliano de encontrar um meio de “andar” por sua cidade, de sentir-se jovem revivendo diariamente momentos que alguns de nós dariam a vida para ter na lembrança. Antes de nos despedirmos ele sacou um pacotinho de dentro do bolso da cadeira de rodas e me presenteou com 3 fotos de Liverpool, que tirou nas suas “andanças” pela cidade. Para ficar na memória.

Fico pensando: o que será que motivou este homem a parar e falar comigo? Quando me viu “standing there” naquele figurino, ao lado do Lennon, que imagem sua mente senil deve ter revivido? Talvez, apenas sentiu-se aliviado, pois teve a certeza de que as memórias de Liverpool estariam vivas para sempre.

E elas estarão.

*Photos by Pagh and Mona Best (Casbah).



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Missão Cumprida: Monkey Style in Manchester!

Eu nunca poderia entender completamente aquela chinfra do Liam Gallagher entrando no palco até passar por Manchester na Rock Trip. Quem acompanha o blog deve lembrar que assisti o Ian Brown (ex Stone Roses) no Isle of Wight. Pois bem, agora entendo perfeitamente porque ele é chamado de King Monkey (macaco rei). Uma das peculiaridades do povo nascido em Manchester, além da empáfia e da genialidade musical, é o andar desengonçado e espaçoso, conhecido como monkey style (ou monkey walk).

A missão enviada pela Eduarda Lima sugeria que eu fizesse um vídeo caminhando por Manchester, preferivelmente na frente do extinto Haçienda, com o tal andar de macaco, como fazem os “mancunians”. Calma, essa não é uma espécie de símio, trata-se apenas do adjetivo pátrio para designar quem nasce nesta simpática cidade. Topei o desafio e o resultado vocês conferem no vídeo abaixo.

Depois de voltar de Manchester ainda não consigo compor uma “Champagne Supernova”, mas continuo caminhando como um macaco. Enfim, parabéns para a Eduarda, que ganha um Converse All Star e uma cópia do meu vídeo pra treinar e aprender como se faz um Monkey Style decente (ih… pelo visto também continuo com a “humildade” de Manchester…).

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Missão Cumprida: London Eye

Consegui cumprir uma missão na London Eye, enviada por dois leitores aqui do blog, o Raphael Ferreira Maia e o Rodolfo Castro Reis! Eles sugeriram que eu desse uma volta neste espetacular brinquedinho brinquedão de turista, acompanhado do nosso “pisante” mais amado. A gigante roda gigante (nada de Ruth Lemos-emos, foi intencional mesmo) fica no lado sul à margem do rio Tamisa, em frente ao Maritime Museum, na região de Westminster. Bem pertinho do Big Ben (parlamento) e da abadia de Westminster (Código Da Vinci, lembram?).

Também conhecida como Roda do Milênio, pois foi inaugurada pelo então primeiro ministro Tony Blair as 00:00 de 31 de Dezembro de 1999, a London Eye é considerada a atração turística paga mais visitada do mundo. As inicialmente salgadas 15 libras esterlinas que custam para “voar” (como eles se referem) no London Eye valem a vista inesquecível que se tem a 135 metros de altura desta cidade fascinante. Quem sofre de acrofobia (ou também claustro, ou agora, ou qualquer outra fobia) pode subir sossegado em uma das 32 cápsulas (nao contei… esta escrito lá pra poupar nosso tempo) que circulam na volta da gigante estrutura metálica. A roda se move devagarinho, nao há sensação de deslocamento, e você se sente muito seguro lá dentro. Tem até banquinho…

Eu sempre olhava a London Eye de baixo e, pela velocidade que ela gira (0,9 Km/h… Há! Também estava escrito…), pensava que o passeio deveria levar pelo menos uma hora. Eu ficava imaginando como seria se algum turista, avido por uma super experiência de imersão londrina, encarasse um “Full English Breakfast” (normalmente 3 tiras de bacon, dois ovos, meio tomate, cogumelos, tigelinha de feijão, hash brown e uma lingüiça inteira, tudo gordurosamente frito e servido com com paes torrados e pimenta), depois tomasse de sobremesa o sorvete que vendem na entrada do Eye, que já vem quase todo “tomado” pelo sol do verão bretão, sofresse uma indisposição lá em cima. E aí? Como se faz quando as janelas nao abrem e o banheiro mais próximo está a mais de 400 pés de altura… No meu caso, confesso, eu estava realmente preocupado com a ausência de um mictório pois tinha bebido alguns pints* em pubs pelo caminho**.

Idéias como estas tinham postergado meu “vôo” por pelo menos 3 vezes. Já não tenho muita vocação (paciência) pra ser turista, e a longa fila que se forma na frente da atração (tendo na cabeça, imaginem, o mesmo sol que “frita” o sorvete) também me deixava mais a fim de ir direto pro próximo pub do caminho me grudar no vidro de um pint gelado*. Porém, qualquer expectativa negativa que eu poderia ter foi deliciosamente frustrada.

A fila é tão organizada (como tudo na Inglaterra) que eu esperei menos de 10 minutos. O passeio, infelizmente, leva apenas 30 minutos e, estranhamente, passa devagar e rápido ao mesmo tempo. Explico: a engenhoca anda tão devagar que você não tem a sensação de estar se movendo. Quando vê, já está lá no topo. Tão devagar, que ela nem precisa parar pras pessoas entrarem nas cápsulas, tudo é feito em movimento. Tão devagar, mesmo, que antes disso ainda dá tempo de entrar uma tiazinha da limpeza, uma tiazinha detectora de bombas (será que existe essa profissão?) e outra tiazinha detectora de metais (??) para dar uma geral na cápsula antes dos turistas a invadirem aos magotes.

A sensação ao fim do passeio é de “eba, quero brincar de novo”! Parabéns ao Raphael e ao Rodolfo, que faturam um Converse All Star de presente cada um por terem tido a idéia que me proporcionou a mais incrível vista da cidade mais incrível do mundo.

* O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE: BEBA COM MODERAÇÃO!
**
E NÃO DIRIJA DEPOIS!!

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Missão Cumprida: Tomar um Chope Preto

Essa foi muito difícil de cumprir… Not!

Recebi uma missão pra fazer algo que faço todos os dias*, ir a um pub tomar um pint de cerveja (ou chope). A maior dificuldade mesmo foi descobrir qual era o boteco, entre os milhares que existem em Londres. Procurei as ruas no meu mapa e encontrei o pub descrito pelo Ernesto Roos logo na saída da Bond Station em Mayfair, na esquina da Davies St. e South Molton Lane. Trata-se do Hog In The Pound.

Fui até o balcão, pedi o pint do tal chope preto, e não é que é uma delícia mesmo?

Entornei goela abaixo o líquido escuro, amargo e cremoso, que me lembrou um pouco a Guiness Stout. Não estava tão quente como quando o amigo Ernesto experimentou, o meu era levemente gelado, bem ao gosto dos bretões.

Ninguém entendeu nada no pub quando comecei a tirar as fotos: um cara entra aparentemente sóbrio e depois do primeiro gole ja começa a agir como um “pau d’agua” tirando fotos de um par de tênis em cima da mesa. Fiz menção de pendurar o Converse All Star na bomba, como foi sugerido inicialmente, mas o garçom me olhou tão feio que preferi desistir para garantir que pelo menos coneguiria terminar meu pint.

Desci as escadas para procurar o banheiro, e encontrei exatamente o ambiente descrito na missão: um poraozinho charmoso, escuro, e cheio de bebuns… as 16:00 da tarde!

Agradeço ao Ernesto pela idéia da missão, que foi um prazer de cumprir, e tem tudo a ver com a cultura desta cidade. A conta do chope eu mando junto com o par de Converse All Star que ele acaba de faturar.

*BEBA COM MODERAÇÃO

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Missão Cumprida: Madchester Converse

A missão enviada pelo Everton Cidade sugeria que eu fosse até o lendário clube Hacienda em Manchester e fotografasse um par de Converse pendurado na maçaneta do prédio. Eu sabia que o prédio original, onde tocaram nomes como Oasis, New Order, The Smiths, Happy Mondays, James, Blur, OMD, Stone Roses, Echo & Bunnymen e até a Madonna, ja nao existia mais, mas nem imaginava que o que havia lá agora eram apartamentos de moradia.

Saí caminhando pelas ruas de Manchester e pedindo informações de como chegar até o Hacienda quando um dos transeuntes que eu parei se propôs para ir até lá comigo. Pela simpatia e presteza da figura (foto abaixo) nem acreditei que esse cara fosse de Manchester. E não era. Nasceu no País de Gales, mas mudou-se para Manchester em tempo de viver os anos loucos do clube. No caminho John me contou que o Hacienda foi construído em 82 e era mantido desde então pelo New Order, mas que apesar de o clube ter contribuído tanto para a cena ‘Madchester’, o surgimento das festas rave, etc, ele quase quebrou a banda e a gravadora Factory Records, pois não dava lucro nenhum.

Até hoje a marca Hacienda é propriedade do New Order, que demoliu o prédio em 2002 e construiu esses apartamentos com o mesmo nome. A loucura do Hacienda acabou em 1997 depois de mortes e prisões envolvendo drogas, mas se você quer ver o que rolou neste ícone da noite pirada de Manchester, confira o filme “24 Hour Party People” (no Brasil com o título “A Festa Nunca Termina”), rodado em 2001 antes da demolição do prédio original.

Parabéns ao Everton pela idéia que valeu um par de Converse All Star na faixa!

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Exposição dos Beatles em Liverpool

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The Grapes: pub onde os Fab Four bebiam seus pints nos after shows do Cavern Club em Liverpool

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Rocktrip no Show do Chuck Berry

Na noite do dia 20 de Julho de 2008 fui até o Hackney Empire assistir o “pai do rock”. Um setlist de clássicos como Johnny B. Goode e Rock n’ Roll, mostrou porque este senhor de 81 anos ainda faz juz ao título. Se há quem diga que os solos de Chuck Berry já não são mais os mesmos, é impossível negar que seu carisma e presença de palco continuam irretocáveis, com direito aos famosos pulinhos com a guitarra (confiram no vídeo abaixo).

Da competente banda que acompanha Chuck Berry, também fazem parte seu filho Charles (Berry Jr.), que divide as guitarras com ele, e sua filha Ingrid, que entrou correndo retocando a maquiagem no palco (na hora errada) carregando uma bolsinha, e deixou todos boquiabertos com sua habilidade vocal e seu estrondoso solo de harmônica.

No final do show, Chuck Berry convocou 7 mulheres da platéia para subir no palco e dançar com ele. Famoso por ser inflexível na duração de seus shows (alguns terminam com a cortina baixando no meio da última música), desta vez Berry abriu uma excessão, talvez encantado com a beleza de uma dançarina loira de pés descalços e vestidinho curto que ele chamou para dentro de seu spot apontando com a guitarra. Graças a encantadora dançinha estilo Pulp Fiction, Chuck ainda teve fôlego para mais 4 minutos de show, quebrando seu protocolo, para espanto da imprensa local.

Esta é mais uma prova de que o Rock pode até envelhecer, mas continua vivo e malandro, assim como seu pai.

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Sid Vicious de Converse na exposição em Camden

Está rolando em Camden Town a exposição Sid Vicious: No One is Innocent. O lendário baixista do Sex Pistols, mais famoso por vestir o lema punk “live fast and die young” do que por sua qualidade como músico, ilustra diversas fotos incríveis de sua curta carreira (e vida). Não é por acaso que Sid é um dos garotos-propaganda (junto com o Lobão) escolhidos pela Converse All-Star para estrelar a campanha Connectivity, em comemoração aos 100 anos da marca (no rodapé deste blog). Em muitas fotos o moleque rebelde aparece calçando o mesmo tênis que eu e você.

Para mais informações sobre a mostra, que vai até o dia 4 de Agosto de 2008, e para conferir algumas das fotos expostas, acesse o site da Proud Galleries.

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